Ocorrência

O comandante do 10ª Batalhão de Polícia Militar de Luziânia, major Alberto Carlos Clemente, argumenta, que falhas na legislação contribuem para o aumento da criminalidade.

“Prendemos, não passam poucas horas, e o bandido já está solto. Estamos fazendo esforços, mas a situação fica complicada diante da lei”, critica.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás informou que a Polícia Militar está orientada a ampliar as rondas ostensivas na cidade vizinha ao DF.

“A secretaria lembra, ainda, que estão em andamento novos concursos para a contratação 3.360 policiais, que vão reforçar o efetivo dos municípios goianos”.

O órgão também ressaltou a importância da denúncia à polícia. “A recomendação é que os moradores vítimas de atos criminosos façam registro das ocorrências para que sejam procedidas as devidas investigações”, detalha o texto.

A falta de efetivos policiais não é mais novidade na região metropolitana no entanto o Governo de Goiás negligência a ausência constante de policiais e tenta macular os resultados nas estatísticas da criminalidade.

A prioridade do governador Marconi Perillo (PSDB) é clara: sacrificar o servidor efetivo para viabilizar a criação de novos cargos comissionados. Como informou a coluna Giro, do jornal O Popular recentemente, só a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) ganhará mais 23 funcionários indicados politicamente. 

Violência Urbana: Publicado em 15 de novembro de 2016

 

Região metropolitana tem, em média, vinte e oito assaltos por dia em 2016

Cidades Goianas Vivem o caos na segurança PublicaCidades Goianas Vivem o caos na segurança Publica

Ataques de bandidos armados a pedestres, comércios e veículos estão em alta nas cidades vizinhas ao Distrito Federal, principalmente na área central. Além da insegurança, a população reclama da falta de policiamento ostensivo

A padaria de Dilson Carlos em Luziânia sofreu dois assaltos em menos de 40 dias: "Era uma cidade tranquila de se viver. De um tempo para cá, tem sido difícil"

Assaltos frequentes assustam Luziânia, Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama. Nos últimos meses, roubos de veículos e a comércios aumentaram a sensação de insegurança nas cidades goianas. Bandidos armados não esperam o anoitecer.

Os casos ocorrem à luz do dia, mesmo com a presença de câmeras de segurança comum em alguns estabelecimentos e em locais de grande movimento. A maioria dos assaltos ocorre na região central dos municípios, onde a população reclama da falta de policiamento efetivo.

A professora Raquel Araújo, 40, foi abordada por volta das 5h30, quando aguardava no ponto de ônibus próximo à antiga residência dela em Valparaíso/Go. “Ele (bandido) chegou em uma moto e desceu mostrando a arma.

 Anunciou o assalto e me fez abrir a bolsa. Levou celular, carteira e dinheiro”, queixa-se. Depois disso, Raquel se mudou de casa e passou a ter receio de andar na rua. “É uma onda de violência. As pessoas não têm mais tranquilidade. Os bandidos não escolhem horários. Podemos ser roubados a qualquer hora do dia. E a presença da polícia é pouca. Veem-se poucos militares por aqui”, reclama.

Levantamento da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás confirma a apreensão da população da região metropolitana. Houve 8.230 assaltos a pedestres até outubro de 2016, contra 4.320 no ano passado — a média é de quase vinte e oito por dia na região, sendo que destes sete diários somente em Luziânia. Os roubos de veículos chegam a 2342. No ano passado, foram 1197 (veja Insegurança).