É necessário insistir que o principal estado de decadência e descrédito parte do pressuposto de que não houve mudanças (principalmente aquelas insistentemente prometidas durante as campanhas).

Os erros cometidos no passado voltaram como fantasmas a atormentar a vida do cidadão, denúncias de nepotismo e desrespeito a Lei da ficha limpa voltaram à tona nos desmandos do poder.

Informações falsas disseminadas por folhetins e jornalistas comprados, nas redes sociais além de eventos e reuniões para justificar os ímprobos administrativos se tornaram praticas corriqueiras.

A exemplo da recente reunião alusiva aos 100 primeiros dias de governo que não trouxe nenhum dado estatístico e ações que justificassem o teor do encontro, exceto o gasto de mais recursos para promover o evento e o ego do governo “estacionado no caos” e em inúmeras denúncias, sem respostas para a sociedade.

A liberação de alvarás de construção, estão coincidentemente sendo autorizados depois de encontros com os velhos amigos empreiteiros.

Doadores oficiais durante o período eleitoral estão sendo beneficiados com aluguel de imóveis, e secretários que deveriam prestar um serviço com dedicação exclusiva prestam serviços há pelo menos dois ou três órgãos distintos com carga horaria trabalhista inviável na contraprestação de serviços ao município.

Sabemos que o Ministério Público funciona de forma precária e sem grande estrutura, principalmente por considerar as demandas e denúncias protocoladas. E o resultado disso não é outro senão a impunidade latente e o continuísmo de velhas práticas.  

 

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Valparaiso de Goiás :  Publicado em 20 de abril de 2017

 

 

As práticas clientelistas e o retrocesso na política de Valparaíso/Goiás

 

 

Valparaiso de Goiás voltou as páginas policiais e está mergulhado no descrédito  e na decepção em detrimento  da sua classe política, contudo esta unanimidade de opiniões e sentimentos da população não tem sido suficientes para mudar a situação, com o objetivo de sensibilizar ou chocar boa parte dos políticos locais. Parece que perderam a capacidade de se envergonhar perante aos inúmeros e ilícitos atos cometidos.

O povo acreditou que poderia melhorar a qualidade dos serviços prestados nas cidades mudando por opções que tecnicamente não contavam com apoio ou com correligionários de gestões anteriores.

Desta forma deixou de eleger candidatos que tinham forte apelo político e apostaram em velhas oligarquias políticas do estado e que intrinsecamente estavam ligadas ao município e ou gestões já reprovadas pela opinião pública.

Ainda que muitos cheguem lá dotados de boa fé e de bons propósitos, acabam sendo convertidos pelos fisiologistas de plantão. Para complicar ainda mais as coisas o círculo vicioso de velhas raposas já conhecidas e experimentadas pelo povo, ressurgem das cinzas como num toque de mágica ou por indicações do plano superior das organizações partidárias e que não respeitam o eleitor levando consigo o corporativismo desacerbado e voltado aos seus propósitos umbilicais.

A velha e nociva cultura da politicagem, clientelista e patrimonialista parece ser entre as “novas” apostas da gestão e a constituição do mais pernicioso mal que aflige a sociedade Valparaisense.