Mediante ao foco negativo e noticiado, a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou reunião, na próxima segunda-feira (8/1) com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Após o encontro, ela segue para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, onde uma rebelião deixou nove mortos e provocou fuga em massa no primeiro dia do ano.

Por conta da fuga de mais de 200 internos, das mortes e dos 14 feridos, a ministra decidiu começar por Goiás a série de visitas a unidades prisionais que está programada para este ano.

O pedido de reunião com o governo do estado partiu de Perillo. O segundo estado a ser visitado é o Paraná.

A intenção é embasar medidas a serem tomadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com relação aos centros de reclusão e avaliar como está a estrutura física destes locais.

 

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Estado de Goias - Segurança Publica

 

Ministro faz duras críticas ao Marconi sobre gestão penitenciária do estado 

Com quase duas décadas no poder, o governador Marconi Perillo (PSDB), não conseguiu construir sequer um presídio em Goiás. Hoje, a crise do sistema prisional está no olho do furacão em todo o Brasil e não sai do noticiário nacional e internacional.

Ao tentar jogar mais uma vez a culpa pela má gestão nos outros, Marconi e José Eliton se deram mal. Em entrevista à BBC Brasil, o ministro da Justiça Torquato Jardim foi categórico:  Marconi não "aplicou como devia" os recursos federais do Fundo Penitenciário Nacional transferidos ao estado.

Para Jardim, reduzir a violêcia e integrar presos à sociedade é um "desafio brutal" diante da "incompetência" e "desleixo" dos Estados do aumento exponencial da população dos presídios. A falta de investimentos na Polícia Civil também piora a capacidade separar bandido de ladrão de galinha, no sistema.

Goiás, por exemplo, recebeu R$ 44,7 milhões e só investiu R$ 7,7 milhões. "Goiás, entre 1999 e 2015, reebeu quase R$ 90 milhões. Em 2016, recebeu mais R$ 44 milhões e não fez a aplicação como devia no sistema penitenciário. Esse motim é reflexo. Falta uma decisão política clara dos governadores de resolverem a questão", detonou Jardim.