Investigações

O início do procedimento que levou a esta denúncia foi compartilhado com o MP-GO pela policia Federal de Minas Gerais, a partir de provas obtidas pela corporação durante a “Operação Metástase 57”.

Por meio de escutas telefônicas, ficou demonstrado que os empresários, a fim de conseguir a aprovação da implantação do loteamento urbano denominado Dharma Ville, ofereceram vantagem indevida à então prefeita Lêda Borges, a quem cabia a edição de decreto autorizando o empreendimento.

Diversas escutas telefônicas realizadas entre agosto e setembro de 2012 mostraram as negociações entre os empresários para fazer o pagamento à prefeita, que foi dividido entre três empresas dos grupos. Foram realizados dois depósitos em 10de agosto de 2012, no valor total de R$ 250 mil e outro de R$ 100 mil em 17 de setembro do mesmo ano.

Os promotores do GAECO verificaram que o decreto número 431/2012, no qual a prefeita autorizou o loteamento ignora algumas exigências da Lei 6.766/79.

Ocorre que o loteamento foi autorizado antes mesmo dos empreendedores formalizarem o requerimento do empreendimento imobiliário, realizado somente em 20de novembro de 2012.

O ministério Público de Goiás entendeu que ficou comprovado que, para facilitar a sua atividade econômica, os empresários valeram –se da corrupção e da lavagem de dinheiro simulando a doação, por meio de empresas diversa, de valores para a campanha eleitoral de Lêda Borges.

Foi requerida a condenação dos denunciados nos crimes, inclusive com a perda de cargo público e dos direitos políticos, além da perda dos valores relacionados à pratica dos crimes.

Também há um  requerimento na Câmara de vereadores de Valparaíso  sob a autoria dos vereadores Afrânio Pimentel, Ângela Pessoa, Pastor Ildefonso Lopes, Professor Silvano, Geraldo Alves, Dr. Marcus Vinicius e Elvis Santos. que solicitam  abertura de uma CPI,  para apurar suposto desvio de dinheiro público.

 

Política/Corrupção - Publicado em 23 de novembro de 2016

 

Ministério Público denuncia Lêda Borges por corrupção e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público de Goiás (MP/GO) denunciou nesta terça feira (22/11), a secretária de estado Lêda Borges de Moura por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foram denunciados os empresários Carlos Alberto Pereira, Carlos Eduardo de Carvalho Pereira, Elisson Martins de Assis e Estevam Duarte de Assis por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.  

De acordo com a investigação realizada pelo grupo de atuação especial de combate ao crime organizado (GAECO), os crimes ocorreram no segundo semestre de 2012, quando Leda Borges era prefeita de Valparaiso de Goiás e teria recebido dinheiro das empresas SFA Participações e grupo CAP para, em troca, aprovar um empreendimento imobiliário no município, de forma irregular.

Como a prefeita buscava sua reeleição, o pagamento de R$350 mil foi maquiado como doação de campanha por três empresas ligadas a estes grupos.

O Outro Lado

Por meio de Nota publicada no Jornal "O Popular" de Goiânia, a deputada estadual Lêda Borges afirma que respeita a instituição ministerial, contudo, na confiança que deposita na justiça tudo será esclarecido no devido tempo, podendo afirmar inexistir a pratica de qualquer ilicitude. No comunicado, ela diz que a doação de recursos para sua campanha no ano de 2012 aconteceu de forma legal, como de resto declarada junto a justiça eleitoral e, com a consequente aprovação da prestação de contas.

Sobre a sua conduta na aprovação de empreendimento imobiliário, Lêda informou que não houve interferência pessoal ou de caráter subjetivo, transcorrendo o tramite do processo no rigor da legislação e com a devida transparência denotada pelos órgãos internos da prefeitura.